Portugal

José Carlos Santiago

Curador e Facilitador

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Abordagens para a sua Saúde e Bem Estar

Dores Crónicas

Dores Físicas

Dores Miofasciais

Dores Somático Emocionais

Dores Psicossomáticas

Dores da Alma

Dores

A dor é uma sensação de desconforto e que é muitas vezes resultado de algo que não está bem com uma zona do corpo.

As dores podem ter uma origem:

a) física,

b) uma origem fascial (da fáscia),

c) origem somático emocional,

d) uma origem psicossomática,

e) origem emocional,

f) origem na alma

g) outras origens.

Dor Crónica

A dor crónica define-se como dor persistente ou recorrente quando existe por mais de três meses. Ela pode dever-se a qualquer uma das causas acima faladas.

Dores Físicas

As dores de origem física devem-se a alterações existentes no corpo que comprimem os receptores nervosos de dor. As alterações fisicas comprimem os mecanoreceptores que por sua vez enviam ao sistema nervoso a informação de dor e de desconforto.

Este é o tipo de dor com que todos nós já lidámos por diversas vezes ao longo da nossa vida quer essa dor tenha sido resultado de um corte, de uma pancada ou de qualquer outro traumatismo ou mesmo de uma cirurgia.

Este tipo de dor é aquele com que todos estamos familiarizados e é aquele que é facilmente compreensível.

O deslocamento de uma vértebra pode provocar dor, tal como a existência de uma hérnia também.

Da mesma forma uma queda ou outro traumatismo provoca também dor.

O que se passa nestes casos é que os receptores nervosos são comprimidos e "disparam" impulsos eléctricos, informando-nos de que existe dor em determinado local.

Por norma após algum tempo (horas, dias ou semanas) as dores vão diminuindo e desaparecendo à medida que o corpo vai recuperando.

Nos casos em que a dor não desaparece, então estamos perante situações em que o corpo se mantém alterado ou a causa da dor não foi resolvida.

Nestas situações há que corrigir as causas da dor acabando a dor por desaparecer sem mais problemas nem complicações.

Dores Fasciais e Miofasciais

Quando a dor se manteve demasiado tempo ou melhor dizendo, quando as causas se mantêm demasiado tempo, muitas das vezes entra-se em alterações fasciais e nas dores fasciais, ou como são chamadas muitas das vezes, nas dores miofasciais.

As dores miofasciais são muito mais difíceis de resolver pois a fáscia encontra-se alterada e este é um tecido que é muito mais difícil de corrigir do que os problemas e dores musculares.

A fáscia é um tecido que deveria ser flexível e elástico dentro de determinados valores e é um tecido que cria e mantém toda a estrutura do nosso corpo indo da cabeça aos pés. A fáscia liga todo o corpo e dessa maneira transmite ao longo do corpo todo e qualquer problema. è muito conhecido o facto de muitas dores se manifestarem bem longe das suas origens.

O facto da fáscia ser contínua e manter todo o corpo interligado, explica a razão dos problemas se deslocarem ao longo do corpo ou dos sintomas e das dores muitas vezes estarem muito longe das causas que lhe dão origem.

Actualmente não existem exames médicos para detectarem as alterações na fáscia pelo que essas alterações passam completamente despercebidas nos exames médicos a que a pessoa costuma ser sujeita.

Isto explica o facto da existência das dores crónicas pois apesar de nada se detectar a nível médico, a dor está lá, pois ela deve-se a uma alteração fascial ou miofascial (fáscia muscular).

Detectar alterações na fáscia é um trabalho difícil e infelizmente são muito poucas as pessoas que estão treinadas para o fazer e ainda menos as que conseguem fazer correcções eficazes e duradouras na fáscia.

Isto explica porque frequentemente se diz que não se pode fazer nada nas dores miofasciais e o porquê muitas das técnicas miofasciais nem sempre darem os resultados que se esperam.

Muitas das dores da fibromialgia devem-se a dores miofasciais.

Da mesma forma muitas das dores crónicas devem-se a dores miofasciais.

Dores Somático Emocionais ou Somato Emocionais

As dores somático emocionais são dores que existem e doem no físico (no corpo) e que se sentem no corpo mas que têm uma componente emocional muito forte. Elas são memórias celulares de traumatismos físicos e emocionais que se alojaram no corpo aquando de algum traumatismo ou problema que a pessoa viveu.

As dores somático emocionais têm uma componente física e emocional (e por vezes também psicológica) e que se manifestam no corpo e nos tecidos.

Elas normalmente têm uma componente física de dor, uma vez que se formaram aquando de um traumatismo físico.

Elas por norma são formadas aquando de um traumatismo físico em situações em que existia uma forte componente emocional (e por vezes psicológica) envolvida.

No entanto muitas destas dores somático emocionais podem não ter qualquer traumatismo físico associado e terem apenas uma origem emocional e ou psicológica.

Ou seja, a pessoa pode ter passado por uma situação demasiado forte em termos emocionais e somatizou essas emoções em algum lugar do seu corpo.

Com o tempo ela começa a ter dores nesse local e os tecidos vão alterando e sofrendo alterações até essas alterações se tornarem visíveis.

As emoções contraem o corpo e os nossos órgãos e dessa forma provocam dores sem a existência de qualquer traumatismo físico.

Estas dores somático emocionais são bem reais e provocam dores físicas bem reais mas ..... têm uma forte componente emocional por detrás, componente emocional essa que pode alterar por completo a maneira da pessoa ver a vida e de lidar com a vida.

Para além da dor e das disfunções que este tipo de dor provoca no corpo ou órgão,  ela também afecta toda a parte emocional e psicológica da pessoa.

Muitos dos problemas psicológicos que as pessoas apresentam vêm não de problemas psicológicos mas sim das somatizações emocionais que se encontram nos tecidos e que alteram por completo a pessoa em termos psicológicos. Ou seja são as somatizações existentes no corpo que provocam alterações emocionais e psicológicas uma vez que estão constantemente a enviar essa informação ao sistema nervoso.

Isto explica os fracos resultados que algumas pessoas obtêm com bons tratamentos psicológicos.

Após a remoção de uma dor somático emocional é muito frequente a pessoa mudar bastante em termos emocionais e psicológicos, (para além de se livrar da sua dor física e das disfunções corporais associadas).

Estas dores conseguem confundir qualquer profissional pois as queixas da pessoa são bem localizadas e muitas vezes não têm a ver com traumatismos físicos. Para além disto, todos os exames e testes que a pessoa faz ou faça  não mostram qualquer problema. Da mesma forma, todos os tratamentos tradicionais que a pessoa faça não costumam dar quaisquer resultados.

Esta é outra das razões das dores crónicas que muita gente sofre hoje em dia.

Dores Psicossomáticas

Estas dores como o seu nome diz são dores que apesar de doerem no corpo e de serem bem reais em termos físicos, nada têm a ver com o físico.

Isto parece mentira mas é mesmo assim que funciona.

Dói imenso em termos físicos e a dor pode ser ou não localizada mas ela não está lá no físico apesar de dar essa sensação. Ou seja, não existe alteração de tecidos, nem existe alteração da fáscia, nem existe uma somatização capaz de provocar dor.

A verdade é que até pode existir algo no físico, mas essa dor não está no físico. A dor não existe no corpo. Ou seja a dor não tem uma causa física para a sua existência.

A dor não existe nos tecidos (não existe nada físico a provocá-la) apesar de ser bem sentida e das dores que provoca serem bem reais.

Ela pode estar relacionada com algum traumatismo físico ocorrido no passado, mas agora essa dor não é física mas sim psicossomática.

Ou seja esta dor não existe em termos físicos mas em termos psicossomáticos (manifesta-se no físico, mas não porque exista um problema físico, mas sim porque existe algo a nível psicológico, mental e ou emocional).

O facto da pessoa ou do local ter sofrido dor no passado, leva a pessoa a acreditar que a lesão ainda se mantém e leva os profissionais a acreditarem que o problema ainda se mantém.

Estas dores enganam quer a pessoa/paciente quer os mais diversos profissionais pois são bem reais e são bem dolorosas ..... apesar de não serem físicas.

Estas dores são quase sempre constantes ao longo do dia e muitas das vezes incapacitam a pessoa por completo para o seu dia a dia.

Esta é outra das razões das dores crónicas.

A resolução destas dores psicossomáticas passa por:

1) Compreender e levar a pessoa/paciente a ver que elas não são físicas.

Esta é uma tarefa muitas vezes bastante complicada pois a pessoa não acredita que algo que dói tenha um origem emocional ou psicológica e continua a teimar que o que tem é dor física. Afinal o que dói é o corpo e torna-se difícil alguém acreditar que o seu corpo não tem nada..

Infelizmente enquanto a pessoa não permitir que se faça outro tipo de abordagem, não é possível eliminar as suas dores "físicas" (que se manifestam no físico). Esta é uma das causas de algumas fibromialgias e dores crónicas "não terem cura".

Quando a pessoa não admite que as dores possam ser da sua cabeça e ela não aceita fazer tratamento à sua parte mental, emocional e psicológica ela não se vai conseguir libertar deste tipo de dor.

Algumas fibromialgias e dores crónicas são psicossomáticas e nada têm a ver com o físico.

2) Fazer um trabalho de procura e libertação das origens emocionais ou psicológicas que estão por detrás das dores psicossomáticas.

Também aqui o problema não é nada fácil pois a pessoa nunca vai ao psicólogo para trabalhar um dor "física".

Como se não bastasse, o psicólogo muitas das vezes não está preparado para lidar com estas queixas e sintomas, pois são demasiado físicas.

E por ultimo, as causas psicológicas costumam estar bem além das técnicas e dos conhecimentos do psicólogo ou dos muitos profissionais que lidam com o assunto. Muitas destas dores psicossomáticas são dores que vêm do inconsciente ou que vêm da alma que são áreas ainda desconhecidas para muitos profissionais.

3) Muitas das vezes as dores psicossomáticas também têm uma mistura de dores físicas e emocionais (sobretudo na sua origem) que estão de tal maneira interligadas que se torna muito difícil saber por onde começar e mesmo quando se sabe por onde começar, os resultados levam tempo e dão demasiado trabalho.

As dores psicossomáticas são também muitas vezes encontradas na fibromialgia e em dores crónicas e o facto de doerem no físico leva os pacientes a nunca acreditarem que elas tenham uma causa emocional nem psicológica e dessa forma torna-se impossível fazer seja o que for para as aliviar.

Esta é a principal razão porque muitas dores crónicas e algumas fibromialgias não se conseguem eliminar enquanto a pessoa não aceitar fazer um trabalho emocional e psicológico para se libertar das suas emoções  e dos  problemas (e de outros componentes) que lhe provocaram fortes alterações emocionais e ou psicológicas.

Chegados aqui, poderíamos pensar que bastava fazer apenas um trabalho a nível emocional e psicológico e tudo se resolveria.

Nada mais errado. A maior parte destes problemas emocionais e psicológicos estão muito abaixo do nível de consciência da pessoa e ela não se apercebe de que eles existem nem de que eles a afectam.

A pessoa por mais que olhe para o seu passado nunca consegue encontrar nenhum trauma nem nenhum problema emocional e muito menos um que possa ser responsável pelas suas dores. (Na verdade pode nem existir nenhum problema no seu passado).

A maior parte destes problemas emocionais existem a um nível inconsciente e sem qualquer percepção da pessoa acerca da sua existência. Da mesma forma podem nem existir no seu passado como traumas ou problemas.

Esta é também a razão de serem muito poucos os profissionais que se apercebem de que existe uma razão emocional e psicológica por detrás da dor que a pessoa tem.

E menos ainda aqueles que conseguem trabalhar estas situações.

Esta é uma daquelas situações que não se vê nem se apercebe, quer pela pessoa quer pelo profissional.

Quando determinada dor se mantém ao longo de anos, apesar das boas abordagens e terapêuticas efectuadas, então é bom suspeitar de que pode existir algo "invisível" por detrás da dor.

E que lidar com essa dor e com essa pessoa não vai ser um trabalho fácil e que irá sempre falhar até ao dia em que a pessoa/paciente pare e aceite a possibilidade da sua dor ter uma causa emocional/psicológica.

Depois há que encontrar quem se entenda com esse tipo de problema pois não é um trabalho para as abordagens tradicionais.

Problemas deste tipo têm causas que não se vêm nem se estudam nas abordagens tradicionais.

As dores psicossomáticas (tal como as somático emocionais e as fasciais e miofasciais) são muitas das vezes as responsáveis pela dor crónica e pelas fibromialgias.

Muitas doenças, dores, disfunções, etc. são psicossomáticas ou seja têm a sua origem na mente.

Saber identificar quais as suas causas e corrigi-las á uma arte que requer aprendizagem e experiência e não apenas formação.

Isto explica a razão de muitas doenças, dores, problemas físicos, disfunções, etc. se dizem sem tratamento ou não reagem aos tratamentos.

Quando se aprende a identificar e a corrigir as causas dos problemas, tudo ou quase tudo se torna possível.

É desta forma que dores crónicas, dores miofasciais, dores psicossomáticas, fibromialgias e muitos problemas que frequentemente se dizem sem solução, podem ser corrigidos em muito pouco tempo.

No entanto, levar a pessoa a olhar sua mente e as suas decisões tomadas a nivel inconsciente ou que existem no seu inconsciente não é nada fácil uma vez que isso requer prática; e muita colaboração da pessoa.

Este costuma ser o factor mais dificil de ultrapassar uma vez que nunca ninguém nos ensinou a fazer esse trabalho.

Para além disto o problema, a dor e a doença foram a solução encontrada pela pessoa e pelo seu inconsciente para lidarem e resolverem determinado problema e ficar sem esse problema, dor ou doença é algo que a pessoa inconscientemente nunca quer fazer.

E como todos sabemos, o nosso inconsciente tem muito mais força do que a nossa vontade consciente.

E esta é a principal razão pela qual muitas pessoas nunca se conseguem libertar de fibromialgias, dores crónicas, doenças, problemas, sentimentos, etc.

Ela quer uma coisa mas o seu inconsciente quer outra e ele acaba sempre por vencer... a menos que ela faça algo de diferente por forma a entender e vencer o seu inconsciente e as suas decisões inconscientes.

Dores da Alma

As dores da alma são dores diferentes das dores emocionais. As dores emocionais se devem a conflitos internos ou externos que a pessoa vive ou viveu. Estas dores emocionais alteram o funcionamento do sistema nervoso, emocional e hormonal com todos os problemas que daí acabam por surgir: depressão, ansiedade, stress, obesidade, problemas de saúde, etc.

As dores emocionais se não resolvidas na hora acabam por serem somatizadas com as consequência que daí surgem quer em termos de alterações físicas com os respectivos problemas de saúde, quer em alterações mentais/emocionais/hormonais com as respectivas consequências.

As dores emocionais podem ser resolvidas com a ajuda de um psicólogo ou de outro profissional que saiba lidar com a parte emocional.

Muitas das vezes qualquer terapia que ajude a reduzir o stress pode ser bastante benéfica na eliminação das dores emocionais pois a pessoa fica mais capaz de olhar e de resolver os seus assuntos, os seus conflitos e as suas dores emocionais.

Nos casos mais mais fortes, mais antigos ou recorrentes, há que recorrer sempre a alguém que saiba ajudar a resolver a situação pois as consequências podem ser demasiado graves a todos os níveis.

Já a dor da alma é algo bem mais profundo e que está fora do nosso controle racional e consciente. A dor da alma é algo que se sente mas que não se vê e como tal que não se consegue controlar. A dor da alma pode ser dito que é algo que existe no “inconsciente” pois sente-se, está lá, mas não se consegue alcançar.

Para entendermos o que é a dor da alma, temos de entrar em Constelações Familiares ou nos conhecimentos de Rupert Sheldrake, ou na física quântica que nos mostra e prova que o mundo em que vivemos é apenas uma materialização de algo que existe a nível energético o que vem de encontro à célebre equação de Einstein onde ele mostra que a matéria é apenas energia condensada.

As dores da alma, sendo algo bem profundo dentro de nós, requerem uma abordagem diferente e bem mais profunda. As dores da alma raramente têm a ver com conflitos conhecidos ou vividos pois esses acontecimentos provocam dores emocionais. As dores da alma têm mais a ver com o funcionamento da mente e com o nosso SER mais profundo. O nosso EU, ou SER mais profundo, funciona com base no amor profundo que nos leva a dar a nossa vida pelo outro ao nosso lado ou a viver a dor e o sofrimento do outro ao nosso lado.

Este é um funcionamento completamente diferente da nossa mente pois tem mais a ver com o funcionamento do nosso EU profundo.

Para aceder a estas dores que muitas vezes são herdadas ou que existem sem qualquer consciência da nossa parte, precisamos de fazer uso de Constelações Familiares ou de abordagens que usem os conhecimentos das Constelações Familiares.

Lidar com a alma e lidar com o inconsciente profundo é algo que sempre esteve envolto em mistérios e que sempre foi alvo de criticas e de muita incompreensão.

No entanto em todas as civilizações e culturas sempre se falou e lidou com estes assuntos e mesmo na nossa sociedade temos grandes cientistas e profissionais a trabalharem nesta área.

Aceder à alma e ao inconsciente é a única forma de eliminar as dores da alma que nos afectam a todos os níveis.

Como aqueles que trabalham nesta área sabem, lidar com a alma é lidar com a pessoa na sua pureza e lidar com o amor profundo que existe dentro de cada um, onde o julgamento é posto de parte e se permite que a pessoa e sua alma se possam exprimir e dessa forma deixar que suas dores possam se libertar.

Saber fazer isto requer muitos conhecimentos, muita prática, muita sensibilidade e muita experiência pois só dessa forma se conseguem resultados.